Hermó

Espaço de reflexão Hermógenes de Castro & Mello

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Artigo nº 970 - 26/03/2019

Um governo ruim de negócios...

Na grande expectativa de como retomar o crescimento, percebeu-se voltamos ao mais do mesmo. Desde Dilma, a condução da economia (algo deveria andar nas próprias pernas) tem sido uma seqüência de pequenas catástrofes.

Incluídas greves, reivindicações exóticas do funcionalismo público, a incapacidade de solucionar a questão do déficit da Previdência, a continuada compra de apoio de parlamentares para tentar destravar temas nacionais e a aposta em superministros se mostraram e mostram o padrão de sempre.

A procura de apoio dos militares (a volta ao que na economia nos tempos finais da ditadura foi miséria, com o país em início de hiperinflação e pescando apoio do FMI, por quebrados), o legislativo dividido e a gota que faltava: o judiciário resolver determinar os rumos políticos da nação, com juízes de primeira instância atropelando as regras, na procura de alguma promoção pessoal, a quiçá futuro político ou pousar em tribunais superiores, pelo conforto e segurança.

A resposta, independente se os reclamos surgem da direita ou esquerda, é a parada.

Sem projetos, com desemprego, informalidade, importações crescendo, custos apesar de negado, aumentando.

É como se a América Latina, excetuado o Chile e algumas ilhas caribenhas, talvez a Colômbia, se blindasse contra avanços.

O "quintal sujo da América do Norte" permanece assim.

A população assiste sem maiores interesses ao despencar das instituições na Venezuela, do empacar no combate à corrupção no Brasil, do crescente desemprego na Argentina com sua inflação renitente.

Somos assim, certa curiosa mistura de conceitos autoritários do século XIX com louca, predominante, procura pela estabilidade a vincular-se com instituições garantidoras, como as militares, o serviço público em geral, bancos oficias, polícias, etc.

Nossos grandes criadores de despesas, agora a lentamente quebrarem o país.

Podemos mudar? Esse governo se mostra incapaz e por sorte os militares procuram desvincular-se de maneira discreta. O papel de governo de "força" não vai bem.

Não somos Tailândia ou Nicarágua, muito menos Venezuela. A saída de cena em 1985 para irem à tarefa constitucional, defenderam a nação, é mantida por enquanto. Mas só isso.

O ex-capitão cabeça quente e gritador tenta agradar, todavia a discreta resposta é algo como: "nossa tarefa é outra, não somos juízes ou economistas."

Espero estar certo.

A maioria das nações rejeita influências militares em governos, pois com eles a solução das questões passa sempre por violência.. Não podemos voltar a isso.

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