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Artigo nº 954 - 13/07/2018

Olá, ativistas a defender o judiciário!

O judiciário brasileiro é bem similar ao alemão (e a muitos outros) pois sempre atua com e pelo poder político (que paga seus, também lá, bastante gordos proventos).

Foram ambos coniventes com as ditaduras fascistas, sem qualquer dissidência digna de menção.

Com o neo-liberalismo CDU-CSU, coligação de partidos de lá e o tucanato proto-social-democrata-direitista de cá, conviveram muito bem.

Durante o sindicalismo petista empoderado daqui e o socialismo de Realpolitik da SPD-MDB de lá, nenhum problema ou atrito.

E agora em certo retorno ao coronelismo bruto, modelo "sabe com está falando ?", à antiga, mas só por aqui, aparentemente bem alinhados. Se Lula era o grande empregador aclamado no judiciário, hoje passa ao monstro que deve ser mantido preso.

Por lá, uma estranhíssima coligação de situação e oposição figadais do passado, criaram o que já é regra pelo planeta: poderes fingindo ideologias com seus privilégios em um lado e a população na outra ponta, indiferente, entretanto pagando as farras.

Ciclos... No fundo nada muda, desde Aristóteles, em todos os cantos do planeta.

A política é a única atividade que não se altera, jamais se moderniza. O discurso é o mesmo, os projetos raramente são realizados, com poucas nobres exceções em países de menos impacto geopolítico.

Resume-se à tomada de poder, privilegiar correligionários, amigos e financiadores. Perpetuar-se. Ideologias e outras bobagens vão na garupa, porém nada significam aos operadores.

Apenas encantam os incautos fanáticos, do que tão bem se aproveitam os "líderes"... Ao judiciário resta não morder a mão que o alimenta, por isso nenhuma surpresa.

Ou imaginam os atuais membros permitiriam a essa altura Lula voltar ao poder, o que fatalmente ocorreria se fosse libertado e liberado a candidatar-se?

Evidentemente não, seu partido re-empoderado faria brutal faxina no judiciário, justa ou não. Seria algo, digamos, bem político...

São todos assim.

Roland Freisler, julgava sem permissão de defesa com execução das sentenças de morte no mesmo dia. Era o juiz maior do III Reich.

Leitão de Abreu, chefe do supremo brasileiro durante a ditadura militar. Nunca nada contestou.Citam-no como grande jurista...

Supremo alemão, ainda usam o vermelho, como na época fascista. Pouco contestam atos de governo, sempre cordatos.

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