Hermó

Espaço de reflexão Hermógenes de Castro & Mello

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Artigo nº 933 - 07/06/2017

Quase impossível...

Observando a metodologia do EI, é quase impossível prever onde e como ocorrerão seus ataques. Na verdade, nem sabemos se isso de fato é orquestrado de forma organizada ou já é algoritmo maluco de internet, levando jovens perdidos e ilusionáveis a matar e se matarem por causas sem nexo e imaginadas, arrastando alguns consigo.

Esse mês de junho 2017 (curiosamente preferem a proximidade dos verões europeus), certo mutirão de ataques ocorre. Londres e Teerã.

Jovens matam e são mortos, terroristas; inventando-se "mártires", que não são, pois esquecidos como assassinos de inocentes. Porém não passam de idiotas.

Perigosos idiotas e suicidas.

Pouco a fazer. Os serviços de segurança não sabem onde, como e quem na organização faz acontecer. Sabem apenas não haverá ataques contra policiais armados ou em locais onde se concentram. Na pior das hipóteses esses chegarão depois ou, assim em Londres, chegarão e matarão.

Mas sempre depois do estrago inicial feito.

Prevenir é impossível, nem têm os "orgãos de segurança" ou "serviços de inteligência (!)" qualquer disponibilidade ou entusiasmo em pesquisar, verificar, investigar.

São funcionários públicos, sua única preocupação é salvar a própria pele, garantir aposentadorias gordas e promoções compulsórias. Trabalhar, hm, nem tanto. Talvez investigar políticos de projeção, todavia desarmados.

Perdem apenas as vítimas inocentes e os idiotas que se denominam terroristas; e a sociedade como todo, tendo sua vida dificultada em viajar, divertir-se ou simplesmente existir, por medidas anti- isso e aquilo, inócuas. O Oriente Médio é a prova, desde o século XIX, após alguma paz, tem se locupletado aquele contigente de humanos em passar o tempo quebrando o pau por achar que o "deus" de um ou "profeta" de outro apita mais ou menos; e assim se matando.

Desde o primeiro imbecil nos atirou pedras nas épocas das cavernas, até hoje, pouco mudou.

Não aprendemos, somos assim.

Impossível prevenir. Pouco interesse em investigar. Os responsáveis não querem riscos.

Aí surgem com todos os paramentos da lei e ordem, inúteis. E sempre depois.

Independe da nação, credo ou tipo de governo. Funcionários públicos, pouco se interessam pelo tema. Não são visados pelos autores.

Equipamentos sempre dos melhores, os carros à frente. Conforto para (não) investigar.

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