Hermó

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Artigo nº 1019 - 10/11/2020

Helena e o advogado, novamente.

Por Helena Iaconis Sevastopoulus, de Pátras, Grécia

Retornada à casa onde tantos anos morou com o agora ex-marido, este fora em seu trabalho de pesca, a senhora recebe ligação em seu celular.

O advogado gostaria de verificar como poderia ser liquidada a pendência referente aos honorários ajustados para o processo.

Helena que jamais se ocupara das questões financeiras do casal, sugeriu um contato com o ex-marido. A que o senhor advogado replicou não ser possível, pois a iniciativa da ação ter sido sua.

Incrédula, detonou algo como "mas eu não tenho como pagar o que pede!"

O causídico não se abalou, provavelmente acostumado com as dificuldades das pessoas mais simples entenderem seu trabalho não ser pago pelo estado. Apesar de explicar o tema exaustivamente no início das tratativas, certo curioso bloqueio ocorre na compreensão, encerrada a causa.

Comum.

Mas Helena era pessoa corretíssima, rapidamente entendeu a questão. E sugeriu ir ao escritório do jurista para tentar resolver o assunto.

Marcado para o dia seguinte, em seus melhores trajes e com os Euros que achara na bolsa, seguiu ao encontro.

O senhor advogado a recebeu cortesmente. Até tanto além do normal, para a não tão ingênua Helena. Na configuração embelezada e o ar de imaginá-la disponível, percebeu estava literalmente sendo cobiçada pelo homem.

Constrangida com a situação, sacou rapidamente dos Euros que dispunha e colocou sobre a mesa, pedindo considerar sua humilde situação, agora sem mais renda.

A réplica foi suave. Sem tocar o dinheiro, o advogado perguntou-lhe se haveria disponibilidade para trabalhos em sua casa. Era viúvo e quem ajudava nas questões do lar havia solicitado a dispensa, pois seguiria à Alemanha, por melhor colocação.

Helena estava contratada, havia se enganado com a pretensão do senhor.

A impressão sobre o advogado e suas pretensões foram o primeiro erro em sua liberdade...

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