Hermó

Espaço de reflexão Hermógenes de Castro & Mello

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Artigo nº 987 - 10/10/2019

E agora?

-"Capitão, o tabajara pé-duro levou o Oscar, digo o Nobel da Paz!

Primeiro Nobel para brasileiro vai para um cacique famoso.

Aquele do biscoito de chope na boca, amigo do roqueiro inglês.

Temos que botar marqueteiro nisso, chefe.

Dá do aimoré ser petista, temos que ser ágeis.

Dar um jeito de comprar o cara, amansar, chamar pro nosso lado e oferecer, quem sabe, ser vice em 2022? Vice é enfeite, talquei?

Tô nervoso, é muita emoção e complicação.

Tem gente pedindo para avisar na Suécia que ele não é brasileiro, é um caso de fronteira, tem um pé cá e lá.

Aí empurraria o premio para o primeiro apátrida receber e a gente contrata a Cate Blanchett pê-éfe para coordenar isso, ela é boa nesses troços de povo sem ter onde ficar.

Me ajuda aí, capitão... Não, sequestrar agora não dá, aí é pior que botar fogo no mato deles lá.

Ou fazer uma intriga com quem ajusta essas coisas lá na Academia Sueca, dizer que teve marmelada, que o cara nem é índio mas um imigrante das Filipinas, parente do Duterte, eles até são parecidos...

Não fosse a bolacha do chope...

Achou boa? Vou achar um marqueteiro com conexões por lá.

Afinal a gente comprou quase 5 paus em jatos de combate deles, tem que ter um jeito, porra!

Güenta aí que eu resolvo.

Inté capitão!"

Uma figura determinante para a preservação dos povos e da floresta da Amazônia.

Comentários

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Thomas Bussius - 11/10/2019 (15:10)

Pois é, não deu. Foi para um grande pacifista, o primeiro-ministro da Etiópia, merecido. E alívio do capitão, que teria um problema com um Nobel para um "inimigo".